“E assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura: as cousas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” – II Co. 5:17
As aparências diante
da sociedade, os compromissos e deveres sociais, são fatos que muitas vezes,
ocupam um espaço demasiado em nossa mente. Há uma necessidade inerente ao ser
humano, que é a de conviver em sociedade. Desde tempos remotos, observa-se que
o homem busca a proteção e o abrigo de um grupo, formando assim as tribos que
formaram a base para a sociedade em que vivemos.
Vemos hoje também a
realidade desse convívio social, especialmente dos jovens, nas chamadas
“tribos”. São skatistas, surfistas,
roqueiros, funkeiros etc., pessoas que por uma afinidade musical, esportiva,
entre outras, se identificam e se agradam de estarem juntas. Aqueles que tem
afinidades acabam se agrupando, e todos buscam proteção e aceitação no grupo
com o qual se relacionam.
Alguém já disse acerca
daqueles que nasceram de novo em Cristo: "estão
estragados para o mundo". O que significa essa frase? Significa que
para os padrões de comportamento e opinião do mundo nós não fazemos mais parte
da “tribo”.
A nossa atitude diante
de todas essas verdades é que devemos dar bom testemunho diante de todos, nunca
deixando de nos relacionar com as pessoas a nossa volta. Não devemos ser
passivos em nossa maneira de testemunhar, pelo contrário, não devemos nunca
deixar de agradar o Senhor para agradar as pessoas.
Quando aceitamos a
Cristo recebemos uma nova identidade espiritual
e passamos a ser novas criaturas. Nascemos de novo no espírito e agora
somos pessoas transformadas e restauradas pelo sangue de Jesus.
Ser uma nova criatura
não significa que tenhamos perdido nossa identidade como indivíduos. Ainda
somos as pessoas que éramos quando nascemos de nossas mães. As mesmas marcas
físicas, que nos fazem parecidos com nossos pais, a mesma estrutura de DNA, as
mesmas digitais, enfim, fisicamente somos os mesmos. O que mudou é a nossa
visão do mundo espiritual. Agora temos um relacionamento com Deus. Temos livre
acesso a Ele, e passamos a ser morada do Espírito Santo.
Entramos num processo
de conversão, onde nossos valores começam a ser alterados segundo os padrões da
palavra de Deus, e segundo a direção do Espírito em nossas vidas. Aquilo que
gostávamos muito, talvez agora não nos agrade mais. Aquilo que era rotineiro
talvez não nos seja mais conveniente. Por isso passamos a ser pessoas
diferentes, não por causa de uma aparência religiosa, mas porque a nossa
essência espiritual mudou.
Quando nos deparamos
então com os velhos amigos, os colegas de trabalho, os colegas de classe, ou
seja, o nosso relacionamento em sociedade, enfrentamos conflitos porque
espiritualmente não fazemos mais parte do mundo. Precisamos entender isso
claramente para não nos tornarmos “E.T.´s”
religiosos e isolados, e sim nos relacionarmos conscientemente com todos.

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