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domingo, 4 de outubro de 2015

VOLTEMOS PARA JERUSALÉM!

"Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem." - Lucas 24:16

O que aconteceu com aqueles discípulos é o mesmo que muitas vezes acontece conosco – o fato de não enxergarmos espiritualmente as situações, faz com que tomemos caminhos humanos para longe da vontade de Deus.
Diariamente, ainda que não percebamos, fazemos opções o tempo todo, em cada situação – olhamos de modo natural, sentimos como o homem natural, e neste caso caminhamos cada vez mais para longe do plano de Deus. Por outro lado, podemos optar por andarmos de forma sobrenatural, enxergando espiritualmente o impossível, e isso envolve fé.
Se aqueles discípulos estivessem andando pela fé, jamais teriam se afastado de Jerusalém até que a promessa de cumprisse, pois Jesus havia dito “Importa que o Filho do homem seja entregue nas mãos de pecadores e seja crucificado e ressuscite ao terceiro dia” – Lc 24: 7. Além da promessa da ressurreição, havia também a maior promessa de todas para a Igreja: o derramar da presença e do poder do Espírito Santo de Deus sobre  os discípulos de Jesus – “o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós” – Jo 14: 17. Este era o caminho da fé – ficar em Jerusalém para viver a promessa; eles porém optaram por ir a Emaús, um lugar distante da promessa.
Vejamos o que esse caminho representa em nossas escolhas:
- Se o milagre aconteceria em Jerusalém, por que então eles voltavam as suas atividades corriqueiras em Emaús? Se a Palavra de Deus não volta vazia, então por que voltar atrás? Por que sair daquilo que sabemos ser o centro da vontade de Deus? Por que duvidar?
- Se havia promessas tão grandiosas para Jerusalém, como se conformar em voltar as suas vidas comuns?
- Se há promessas maravilhosas de Deus para as nossas vidas, como podemos nos conformar em não vivê-las integralmente? Como nos conformarmos com uma vida comum e não viver o sobrenatural?
Notemos que esse era o caminho deles, não o de Deus. Jesus estava presente, mas o caminho de incredulidade que eles haviam tomado, os tornou cegos para enxergar.

Que o Senhor abra os nossos olhos espirituais, e que a despeito das angústias estarem presentes pelas circunstâncias, creiamos que Jesus também estará presente – “Ele está conosco todos os dias até a consumação dos séculos”. É tempo de fazermos o caminho inverso e voltarmos a Jerusalém: o centro da vontade de Deus.

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