"Porém o meu servo Calebe,
porquanto nele houve outro espírito, e perseverou em seguir-me, eu o levarei à
terra em que entrou, e a sua descendência a possuirá em herança." - Nm
14:24
Há uma verdade espiritual latente nos textos que falam sobre a conquista
da terra prometida: temos que enfrentar e expulsar os gigantes para começar a
desfrutá-la. No capítulo 13 de Números nos deparamos com a fé que abre olhos,
encoraja e olha para as promessas e, por outro lado, com a deliberação de corações
dispostos a parar e voltar atrás, pois estavam baseados nas próprias
expectativas, influenciados pela incredulidade.
Os espias não puderam negar que a terra era muito frutífera, e aquele
cacho de uvas era a demonstração factual disto. Deus havia prometido uma terra
que manaria leite e mel. Existia uma promessa que alimentava a esperança. Dez
deles não olharam a promessa, mas enxergaram apenas as impossibilidades. Isto
trouxe como consequência ao povo desânimo, medo, murmuração, que logo em
seguida gerou o desejo de voltar ao Egito e desistir da promessa ( Nm 14:4).
Dois deles porém, Calebe e Josué, foram os únicos que não tinham dúvidas
de que o Senhor de Israel os faria prevalecer sobre todos os obstáculos. Desde
Abraão Deus havia garantido que colocaria a semente dele em possessão daquela
terra (Gn 15.18;17.8); e custe o que custar a palavra de Deus é a garantia de
abrir caminho onde não há caminho, de realizar milagres onde não há a mínima
chance de acontecer. Movidos por tal fé não abriram mão da promessa.
Os dez homens descreveram os habitantes daquela terra como gigantes
(descendentes de Anaque). Os cananitas eram maiores e mais fortes do que o povo
de Israel, mas eles seriam mais fortes do que Deus? Eles não poderiam lutar com
eles, mas Deus não poderia? E a certeza de que Deus estaria em frente à batalha
aonde estava? Sentiam-se como gafanhotos diante dos gigantes, mas e eles não
seriam menos do que gafanhotos perante Deus? Os egípcios não eram tão fortes e
poderosos tanto quanto os cananitas, eram? E ainda sem uma espada puxada por
Israel foram derrotadas as carruagens e os cavaleiros do Egito? Milagres eram
neste momento o pão diário deles. Um exército tão bem provido por experimentar
este alimento a um custo zero teria a vantagem de saber que o El Shadai (Deus
Todo-Poderoso) pode realmente “todas as coisas”!
A falta de crer que o Senhor agiria novamente foi como um fermento a
espalhar-se por toda aquela massa humana, cegando-os quanto ao sucesso e a
conquista.
É tempo de crermos que aquele que prometeu é poderoso para realizar. De enxergarmos
como Josué e Calebe as possibilidades de Deus que nos encorajam e abre nossos
olhos para a realização.

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