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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Vencer o medo do novo

 

Contam as lendas que um espião foi preso e condenado à morte pelo general do exército árabe.

Sua sentença era o fuzilamento, mas o general tinha um hábito diferente e sempre oferecia ao condenado outra opção: enfrentar o pelotão de fuzilamento ou entrar por uma porta preta.

Com a aproximação da hora da execução o general ordenou que trouxessem o espião à sua presença para uma breve entrevista.

Diante do condenado, fez a seguinte pergunta: o que você quer - a porta preta ou o fuzilamento?

A escolha não era fácil, por isso o prisioneiro ficou pensativo e, só depois de alguns minutos, deu a resposta: prefiro o fuzilamento.

Depois que a sentença foi executada o general virou-se para o seu ajudante e disse: “assim é com a maioria dos homens. Preferem o caminho conhecido ao desconhecido”.

E o que existe atrás da porta preta? Perguntou o ajudante.

A liberdade, respondeu o general. E poucos foram os homens corajosos que a escolheram.

Essa é uma das mais fortes características do ser humano: optar sempre pelo caminho conhecido, por medo de enfrentar o desconhecido.

Geralmente as pessoas não abrem mão da acomodação que uma situação previsível lhes oferece. É mais fácil ficar com a segurança do que já se sabe do que aventurar-se a investigar novos caminhos.

Pense nisso!

Nem sempre o caminho já batido por muitos é o caminho que nos conduzirá à liberdade.

Nem sempre nadar a favor da correnteza é indício de chegada a um porto seguro.

Às vezes, é preciso abrir trilhas ainda desconhecidas da maioria, mesmo que tenhamos que seguir só.

Por vezes, é preciso nadar contra a corrente, optar pela porta estreita, para que se possa vislumbrar um mundo livre, feliz, sem constrangimentos que tolhem a liberdade.

Bispo Rubinho

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O mito do anonimato na Internet


Atrás de um comentário maldoso anônimo, sempre se esconde um covarde…
Legislação - Valor Econômico S/A - Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2005.
Direito Digital
Tribunais brasileiros acumulam várias decisões sobre a rede
Josette Goulart de São Paulo

O  mito de que a internet proporciona o mais completo anonimato, dando a sensação de que não há limites legais na rede mundial de computadores, está caindo em desuso. Prova disso é a quantidade de ações que chegam aos tribunais brasileiros. Mesmo com pouco mais de uma década de existência no Brasil, período considerado curto para o direito, e sem sequer contar com uma lei específica, a internet já tem sua própria jurisprudência até mesmo nos tribunais trabalhistas. E não são somente as cortes que já estão se adaptando à nova realidade. Há leis que já incluíram a internet e os meios eletrônicos em seus textos - até mesmo o novo Código Civil, que trata de duplicata virtual.
O assunto já estão tão avançado que os hackers, que começaram a ficar famosos somente no fim da década de 90, já são assunto antigo e jurisprudência mais do que firmada até mesmo no Supremo Tribunal Federal (STF). A principal delas estabelece que hacker não tem direito a habeas corpus. Novidade mesmo são as ações por concorrência desleal ou pedidos de indenização por danos morais, que também já estão chegando aos tribunais superiores. Em novembro do ano passado, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou o provedor Terra a indenizar em 200 salários-mínimos uma psicóloga que teve o nome e o número de telefone do trabalho publicados em um site de encontros na internet.
O advogado especialista no assunto, Renato Opice Blum, fez uma pesquisa de jurisprudência e encontrou algumas decisões recorrentes. Ele diz que logs, IPs e até mesmo e-mails têm sido amplamente aceitos como provas pelos juízes. Os provedores de internet, que colocam as páginas no ar, ou mesmo os criadores das páginas coletivas só são responsabilizados pelo mau uso do conteúdo se, cientes de irregularidades em seus sites, não tomarem nenhuma atitude. Já é pacificado também nos juizados especiais o amplo uso do Código de Defesa do Consumidor nas compras feitas por meio eletrônico. Outra jurisprudência firmada é que o monitoramento de e-mails pelos empregadores, nos chamados e-mails corporativos, é totalmente lícito.
Também advogada especialista em direito digital, Patrícia Peck conta que as empresas tiveram que aprender com seus erros e só então começaram a criar políticas de segurança do uso da internet, como por exemplo limitar sites de conteúdos proibidos ou acesso a e-mails privados. "Elas perceberam que precisavam se proteger", diz Patrícia. Ela explica que se um funcionário envia um spam contendo vírus de dentro da empresa, esta pode ser responsabilizada, e por isso mesmo as companhias têm tomado suas providências. Patrícia lembra que apesar de parecer uma rede sem fim, que chega ao mundo todo, é onde se chega mais facilmente aos criminosos, porque todo o ambiente eletrônico é rastreável. "Se o cidadão é assaltado na porta de um banco, é difícil depois prender o ladrão, porque ele não deixa rastros, mas na internet não", diz Patrícia.
Um caso famoso de rastreamento é o de Ricardo Mansur, que foi acusado e condenado a dois anos de prisão, segundo Opice Blum, pelo boato que espalhou via e-mail de que o banco Bradesco estaria prestes a quebrar. Mansur, de acordo com o advogado, se sentiu protegido pelo anonimato por ter usado um e-mail gratuito criado em um cybercafé, ma incorreu no erro de voltar virtualmente à cena do crime, ou seja, acessou o e-mail de computadores pessoais.
O anonimato também deixa as pessoas confortáveis ao usar sites de comunidades como o Orkut, por exemplo, que esquecem, porém, que precisam usar a liberdade de expressão dentro da lei. Os juízes já têm concedido liminares que exigem a retirada imediata de certas comunidades do Orkut do ar. Já as empresas estão atentas a tudo que lhes diz respeito na internet. O mais comum não é acionar a Justiça, mas notificar os responsáveis. O advogado Fernando Tadeu Remor conta que um de seus clientes notificou o site Google para que retirasse a propaganda de um concorrente que aparecia sempre que seu nome era digitado na busca.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Aprendendo a lidar com os conflitos familiares

 

“Tornou Jesus: Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos, por amor de mim e por amor do evangelho, que não receba, já no presente, o cêntuplo de casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições; e, no mundo por vir, a vida eterna.” – Mc. 10:29 e 30

Os conflitos familiares foram previstos pelo próprio Jesus. O texto nos mostra que alguém só pode verdadeiramente ser um discípulo de Cristo se está disposto a enfrentar e vencer esses conflitos.

Precisamos entender o porquê de vivermos essas oposições dentro do nosso lar. Exatamente quando entregamos a vida para Jesus e passamos a experimentar uma vida com Deus, esperávamos que tudo se encaixasse e se transformasse.

Quando recebemos a Cristo, nascemos de novo, isto é, nascemos do Espírito (Jo. 3:6). Isso gera uma incompatibilidade espiritual com aqueles que ainda estão na carne, ou seja, ainda não aceitaram a Jesus como Salvador. É previsível então que enfrentemos oposições dentro dos nossos lares, já que aqueles que são naturais não podem entender o que é espiritual.

“Ora, o homem natural não aceita as cousas do Espírito de Deus porque lhe são loucura, e não pode entende-las porque elas se discernem espiritualmente.” – I Co. 2:14

Muitas vezes não seremos compreendidos, e isso porque agora quem governa a nossa alma é o Espírito Santo, e conseqüentemente, os nossos sentimentos, desejos e pensamentos, não são mais regidos nem dominados pelos padrões do mundo. Isso pode gerar uma grande tristeza, já que é frustrante não podermos compartilhar nem mesmo algumas de nossas maiores alegrias.

Até mesmo as nossas dificuldades são mal compreendidas: “Como é que o seu Deus te deixa viver uma dificuldade como essa?”. Essa é uma pergunta que vamos ouvir, e devemos estar preparados para enfrentar essas situações, para que não sejamos roubados, e nossa família seja alcançada pelo poder de Deus.

Jesus e sua família

“E, quando os parentes de Jesus ouviram isto, saíram para o prender, porque diziam: Está fora de si.” Mc. 3:21

Vemos que o próprio Jesus enfrentou oposições e conflitos com a sua família. Ele foi acusado de estar louco por estar exercendo o seu chamado e estar cumprindo com a vontade de Deus.

Quantos de nós não temos sido acusados de fanáticos e loucos? Quantos de nós já não ouvimos:

- Você não tem mais tempo para a família, agora é só igreja...

- Pega a tua cama e se muda para a igreja...

- A igreja vai pagar as tuas contas no fim do mês?

Esses e tantos outros questionamentos nos tem sido feitos, mas devemos nos conscientizar das palavras de Jesus, e entender que no momento certo o Senhor nos honrará diante dos nossos familiares.

“Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra senão na sua terra, entre os seus parentes, e na sua casa.” – Mc. 6:4

Como vencer os conflitos familiares

“Vendo Jesus sua mãe, e junto a ela o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. Dessa hora em diante o discípulo a tomou para casa.” – Jo. 19:26 e 27

Para vencer os conflitos familiares devemos em primeiro lugar entender que não estamos numa guerra contra os nossos amados. Pelo contrário, a nossa luta é para que eles enxerguem aquilo que nos já enxergamos, ou seja, a salvação em Jesus Cristo. Por isso precisamos entender claramente o exemplo de vida familiar que o Senhor nos deixou.

A prioridade deve sempre ser a nossa vida espiritual e a nossa aliança com Deus. A família nunca deve interferir nem ser instrumento de roubar da nossa comunhão com o Senhor.

Jesus deixou isso bem claro. No momento em que os seus familiares quiseram interferir no seu ministério ele foi incisivo em não aceitar nenhum tipo de manipulação (Mc. 3:31-35). Mas no momento mais crítico de sua vida, a cruz, ele não esqueceu de sua mãe, e a deixou aos cuidados do apóstolo João. Assim também nós devemos zelar pelo bem-estar dos nossos familiares.

Não devemos entrar em discussões, nem entrar no jogo do inimigo, que deseja através das afrontas roubar a nossa paz. Devemos compreender a limitação espiritual dos nossos queridos, tratando-os com amor para que sejam alcançados pela salvação em Cristo Jesus.

Passos práticos para vitória:

1) Não trate os teus familiares não cristãos como inimigos

2) Não entre em discussões infrutíferas

3) Dê um bom testemunho de conduta e atitudes

4) Não ceda a pressões que te levem a negar sua relação com Deus

Bispo Rubinho

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Novela mexicana…

 

Depois do sucesso do repatriamento de Ronaldo Fenômeno (ao menos no que diz respeito ao marketing, não tanto a bola), mais um craque volta para os campos tupiniquins. Após uma negociação que mais lembrou um daqueles dramalhões mexicanos do SBT, Ronaldinho Gaúcho (ou como diriam os gremistas ex-gaúcho) acertou com o Flamengo. Muito criticado pela imprensa, Assis, empresário e irmão do craque, não teria se comportado de maneira ética e profissional durante o processo que envolveu ainda as equipes do Palmeiras e do Grêmio. A despeito das confusões, reviravoltas, brindes e celebrações frustradas, a verdade é que a torcida do rubro-negro tem muito o que comemorar.

Como algum filósofo do futebol já disse, contratação boa é aquela que dá certo. É uma aposta que tem excelentes chances de sucesso, já que bola e carisma Ronaldinho tem de sobra. Resta saber se Luxemburgo terá pulso na parte disciplinar da equipe e se o elenco aceitará bem os privilégios que certamente o recém-chegado terá. Inclusive e especialmente um salário de mais de 1 milhão de reais…

Vamos aguardar, pois só o tempo dirá se ele está a fim de comportar-se como atleta profissional ou se foi para o Rio de Janeiro já vislumbrando as baladas cariocas…

Bispo Rubinho (corintianíssimo)

Uma nova dimensão para o casamento

 

No momento do casamento, entramos numa nova dimensão, que é o viver numa só carne. Para que essa verdade espiritual se estabeleça é necessário que a vida a dois seja nutrida e alimentada para amadurecer. O bem dos dois deve ser considerado acima dos desejos egoístas e individuais. Devemos viver a palavra de Fp. 2:3 e 4 que diz: “...Considerando cada um os outros superiores a si mesmo”. Ao colocarmos as necessidades do nosso cônjuge acima das nossas, desenvolvemos nosso relacionamento e somos abençoados.

A palavra de Gn. 2:25: “Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus, e não se envergonhavam”, nos revela o plano de Deus e o potencial para as nossas vidas como marido e mulher vivendo em uma só carne:

a) Eles estão casados, o homem e sua esposa, unidos numa aliança;

b) “Um e outro” indica a igualdade diante de Deus – “Dessarte não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus – Gl. 3:28. Muitos casais são roubados porque se estabelece uma verdadeira competição entre os dois, e aí o sucesso e o crescimento do outro incomoda. Não entendem que se os dois são verdadeiramente uma só carne, o crescimento, o potencializar e o investir no outro representa o seu próprio crescimento;

c) Nenhuma vergonha ou trevas (pecado) haviam entre eles. Devemos nos imaginar totalmente despidos em todos os sentidos – física, emocional e espiritualmente – junto ao nosso cônjuge, sem nenhuma vergonha, sem nenhuma barreira ou confusão. Muitas situações poderiam ser evitadas se houvesse entre os casais a liberdade de confessar suas limitações, suas insatisfações e principalmente suas fraquezas, pois a Palavra nos revela que há um processo de “gestação” do pecado, que se abortado logo de início, evita consequencias mais graves;

d) “Transparentes” no corpo, alma e espírito, livres para sermos nós mesmos, sem hipocrisia ou fingimento. Não podemos viver como atores, interpretando uma personagem, trajando vestes que nos descaracterizam e não nos permitem ser nós mesmos no relacionamento.

Esse é o plano de Deus para os nossos casamentos também. É tempo de recebermos a cura do Senhor para os nossos relacionamentos, e vivermos na plenitude daquilo que é a vontade de Deus para nós e para o nosso cônjuge!

UNIDADE TOTAL – CORPO, ALMA E ESPÍRITO

Como já vimos anteriormente, fomos criados à semelhança de Deus numa triunidade, ou seja, o homem é corpo, alma e espírito (I Ts. 5:23). Adão e Eva tinham unidade total nestas três partes, e o nosso alvo é também esta unidade total.

1) Espírito

Tanto Adão como Eva foram criados à imagem de Deus, portanto, eles tinham o Espírito de Deus. Como membros do Corpo de Cristo, somos automaticamente um no Espírito. Este é o grande diferencial num casamento, pois é o elo que estabelece a presença e a interferência de Deus na relação.

Por outro lado quando um ou ambos os conjuges não tem o Senhor o vínculo acontece somente em nível do corpo e da alma, ou seja, no plano afetivo e sexual, o que configura a perda do principal elo que poderia existir entre o casal: o cordão de três dobras (Ec. 4:12), que consiste na liga do próprio Senhor com ambos.

2) Alma (intelecto, emoções, vontade)

Esta é certamente a unidade mais difícil de alcançar, visto que envolve muitas vezes o abrir mão de valores pessoais, conceitos e referenciais arraigados profundamente.

O objetivo principal neste aspecto é que os cônjuges possam viver debaixo dos mesmos objetivos e ideais, tendo sentimentos voltados sempre ao compartilhar e não ao dividir. O egoísmo e o egocentrismo têm destruído muitos lares.

O respeito é a palavra chave para que um relacionamento possa se estabelecer de forma sadia e equilibrada. Assim como o Senhor nos respeita, não invadindo, violando ou desprezando os nossos sentimentos, nós também devemos respeitar nossos cônjuges.

3) Corpo (carne)

Este é o aspecto mais fácil de compreendermos dentro do processo de nos tornarmos uma só carne com nossos cônjuges. O sexo foi criado por Deus para ser uma grande benção na vida do ser humano. Desde que praticado debaixo da cobertura que a aliança do casamento traz para as nossas vidas.

Mesmo dentro do casamento existem parâmetros estabelecidos por Deus para que a prática sexual se mantenha dentro daquilo que é a vontade perfeita do Senhor. Uma vida sexual saudável reflete em todas as áreas de nossas vidas, assim como os problemas nesta área trazem grande dificuldade de entendimento ao casal.

Segundo a palavra de II Co. 7:4 e 5, nossos corpos não nos pertencem, mas aos nossos cônjuges. Assim, precisamos denunciar deformações, tais como a recusa e a abstinência, que vem até mesmo como herança familiar, e que abrem brechas para o inimigo atuar.

sexo saudável + sentimentos curados + aliança no espírito =

FELICIDADE

Só em Cristo podemos receber tudo o que Deus tem para o casamento, porque Ele é o único que comprou de volta aquilo que foi perdido através de Adão e Eva. Sem Jesus, o casamento não passa de uma imitação daquilo que Deus deseja, pois nascemos com naturezas egoístas e egocêntricas. É por isso que precisamos nascer de novo.

Jesus veio para redimir a humanidade e restaurar o relacionamento original com Deus que Adão havia perdido. Ele redimiu o que foi perdido na queda, e segundo Gl. 3:13 nos resgatou da maldição da lei. As maldições para o casamento e a família já foram todas levadas por Cristo na cruz do Calvário.

O casamento redimido em Cristo não precisa conformar-se aos padrões mundanos nem ser flagelado pelas coisas que estão destruindo os casamentos ao nosso redor. Deus providenciou ferramentas que nos capacita a construir nossos casamentos de acordo com o Seu projeto.

Quando temos a visão de Deus para o casamento e seguimos os princípios de Sua palavra, nossos lares se tornam em oásis de paz e poder que Ele havia planejado.

Bispo Rubinho