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domingo, 14 de junho de 2015

COMO CONSTRUIR RELACIONAMENTOS SAUDÁVEIS

Para construir bons relacionamentos, é fundamental que estejamos cientes de quais são os obstáculos para que isso aconteça.

Um dos pontos mais críticos é exigir que nossa opinião sempre prevaleça. Como consequencia, são também impedimentos a falta de respeito e o fato de não enxergarmos ninguém além de nós mesmos.

Precisamos ser honestos e verificar se a inveja não tem encontrado lugar em nosso coração. Se isso aconteceu, certamente afetará nossos relacionamentos. “Não sejamos presunçosos, provocando uns aos outros e tendo inveja uns dos outros.” (Gl 5.26).

Outro aspecto a ser observado é o orgulho. É muito difícil estabelecer um relacionamento com alguém orgulhoso. A Bíblia nos diz que o próprio Deus "resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes" (Tg 4.6). Do mesmo modo, quando agimos com orgulho, sofremos resistência em nossos relacionamentos interpessoais. “O orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda.” (Pv 16.18).

Por outro lado, temos posturas que viabilizam a construção dos relacionamentos. É de vital importância respeitar as opiniões alheias e, muitas vezes renunciar a nossa. “[...] prefiram dar honra aos outros mais do que a vocês.” (Rm 12.10). Há diversas situações pelas quais não vale a pena entrar em conflito.

Devemos nos colocar no lugar da outra pessoa e, mesmo que não concordemos com ela, não deixar de respeitá-la. Muitas vezes o modo como nos expressamos tem maior peso do que o conteúdo da nossa fala. É preciso levar em consideração o perfil de nosso interlocutor, sobretudo se é alguém que não conhece a Cristo. Nesse caso precisamos agir com muita sabedoria. “Sejam sábios no procedimento para com os de fora; aproveitem ao máximo todas as oportunidades. O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal, para que saibam como responder a cada um.” (Cl 4.5).

A Palavra nos ensina que devemos valorizar o próximo: “ [...] considerem os outros superiores a si.” (Fp 2.3). É ser humilde, pois a humildade traz abertura para os relacionamentos e, quando ela está presente, a doçura, a paciência e o amor a acompanham. “Sejam completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos com amor.” (Ef 4.2).


E finalmente temos o perdão. Onde não há perdão, relacionamentos interpessoais saudáveis não são construídos. Todos nós erramos, de tal modo que todos precisamos perdoar e sermos perdoados. “Sejam bondosos e compassivos uns com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo.” (Ef 4.32).

domingo, 7 de junho de 2015

PROSPERIDADE NOS RELACIONAMENTOS

Estamos iniciando hoje o terceiro mês da estação OUTONO, cuja ênfase será CONSOLIDAÇÃO DAS CONVICÇÕES DA ESTABILIDADE RELACIONAL NA VIDA PESSOAL, cuja divisa é o texto de Rm 15:7(NVI): "Portanto, aceitem-se uns aos outros, da mesma forma que Cristo os aceitou, a fim de que vocês glorifiquem a Deus".

É interessante observarmos como a má gestão dos relacionamentos interpessoais pode acarretar crises nas mais variadas áreas de nossas vidas, tais como, conjugal, familiar, profissional, ministerial, sentimental e até nossa saúde física. Por outro lado, o sucesso nos relacionamentos está intimamente ligado ao sucesso em outras áreas. Por isso vemos pessoas com um grande potencial para serem bons profissionais, bons líderes ministeriais, bons cônjuges etc., não experimentando a plenitude da realização por não se relacionarem bem.

A Bíblia é um livro que fala muito sobre relacionamentos. Em primeiro lugar, ela fala a respeito de nosso relacionamento com Deus, mas também enfatiza nossos relacionamentos interpessoais. Ela nos relata a história de Daniel, um grande exemplo de alguém que conseguiu se relacionar com pessoas difíceis num ambiente extremamente adverso. Aquele não era seu país, os valores morais, culturais e especialmente espirituais eram completamente diferentes dos seus. Entretanto ele prosperou no reino da Babilônia, destacando-se entre todos os administradores: “Assim o rei colocou Daniel num alto cargo e o cobriu de presentes. Ele o designou governante de toda a província da Babilônia e o encarregou de todos os sábios da província. Além disso, a pedido de Daniel, o rei nomeou Sadraque, Mesaque e Abdenego administradores da província da Babilônia, enquanto o próprio Daniel permanecia na corte do rei.” (Dn 2.48, 49). 


Daniel e seus amigos colocaram em prática um princípio básico de sucesso em relacionamentos difíceis: não “bateram de frente” com os babilônios, mas agiram com muita sabedoria. Apesar disso, não abriram mão de seus princípios e continuaram sendo fiéis ao Senhor. Saibamos como eles construir relacionamentos saudáveis em todo e qualquer lugar, buscando sempre em Deus toda a direção.

domingo, 24 de maio de 2015

A IMPORTÂNCIA DO CULTO DOMÉSTICO

Talvez já tenhamos dito ou ouvido a famosa frase: "Gostaria que meu dia tivesse 40 horas". É inegável que cada vez mais nossas agendas tornam-se apertadas, diante dos tantos compromissos do dia-a-dia. Por isso passa a ser tão importante não perdermos de vista o cuidado com nossa vida espiritual. Nesse contexto gostaria de destacar algumas razões porque realizar o culto doméstico.

Em primeiro lugar ele é uma direção dada por Deus ao seu povo. A palavra de Dt. 6:7 nos recomenda que ensinemos nossos filhos quando estivermos "sentados em casa". Isso significa que devemos nos assentar com nossa família para compartilhar das coisas espirituais. Temos em Timóteo um exemplo de alguém que aprendeu em casa, com a sua avó Loide e sua mãe Eunice.

Colocando em prática a disciplina familiar de culto a Deus e meditação na Palavra, certamente os laços familiares serão fortalecidos, de modo que não haverá espaço para divisões, conflitos ou inimizades.  A fé de cada membro será fortalecida e necessidades e vitórias serão compartilhadas, para em concordância buscar as direções e livramentos do Senhor. Será também uma excelente oportunidade para apresentarmos aos nossos filhos o plano de salvação, pois como alguém já disse: "Deus tem filhos, e não netos".

Sugestões práticas:
1. Fixar um dia e horário para que cada membro ajuste sua agenda e coloque este momento em prioridade absoluta;
2. Realizar o culto seja qual for o número de familiares presentes. Não deixar de realizá-lo;
3. A reunião não deve ter uma longa duração e nem deve haver sermão, mas um breve comentário sobre o texto lido;
4. Todos devem participar inclusive as crianças;
5. Permitir que todos compartilhem testemunhos e façam pedidos de oração;
6. Fazer orações breves e objetivas.
7. Orar buscando estratégias para fazer do culto um momento alegre e prazeroso.


Passamos a maior parte do tempo em família ao redor da mesa para uma refeição, ou diante de um aparelho de TV. Sempre encontramos tempo para aquilo que julgamos importante. Vamos então mudar nossa ordem de prioridades, realizando o culto doméstico, para que Deus seja glorificado em nossos lares, e como consequencia nossa família seja ricamente abençoada.

domingo, 17 de maio de 2015

TERCEIRIZAÇÃO DA PATERNIDADE

O renomado psicólogo inglês Steve Biddulph, especialista em educação infantil, afirmou que “Esta é, com certeza, a geração mais abandonada de todos os tempos”. Há alguns anos uma revista de grande circulação divulgou matéria sobre pesquisas feitas na Inglaterra, mostrando que os pais passavam apenas seis minutos proveitosos com seus filhos por dia. O artigo ainda dizia "Não basta dar comida, presentes, sentar em frente da televisão e esperar que seu filho tenha um comportamento exemplar”. É inegável que a educação das crianças tem sido diretamente afetada pela falta de tempo dos pais, consequencia da pós-modernidade em que vivemos.

Alguém já disse que o modo mais simples de não ter que gastar tempo com filhos é não tê-los. Infelizmente alguns pais tem encontrado uma maneira alternativa para não ter tanto trabalho: a terceirização. Este é um tema que está nos noticiários nas últimas semanas. É uma das características do século XXI, ou seja, atribuir a terceiros a realização de determinada tarefa. E os pais chegaram ao ponto de terceirizar até a criação dos próprios filhos!

É triste constatar que a educação foi passada para as escolas e o cuidado do dia-a-dia foi transferido para familiares e até para vizinhos. Assim, a TV e os games tem assumido lugar na formação do caráter das crianças. A consequencia é que muitas meninas imitam a sensualidade presente nos programas televisivos. Já os meninos comportam-se seguindo os modelos de violência e desrespeito; agridem, xingam e destroem.

A educação cristã, que é responsabilidade absoluta dos pais, também já foi terceirizada, pois agora é função da igreja. Pais levam seus filhos para as classes bíblicas para descansarem de mais esta responsabilidade. Lamentavelmente muitos nem sabem se eles já confessaram a Jesus como seu Senhor e Salvador. É evidente que a escola (acadêmica ou bíblica) tem seu papel na formação do caráter e da personalidade, mas não deve nunca ocupar o espaço que pertence aos pais.

Muitos se empenham em investir tempo de qualidade com seus filhos, a despeito da necessidade de gastar boa parte do tempo trabalhando. Tem conhecimento de onde estão, com quem andam, seus gostos pessoais, seus conflitos, enfim, os conhecem. Educação é relacionamento, e exige trabalho. É necessário investirmos tempo e energia com paciência, para que colhamos como frutos o caráter, a alegria, o equilíbrio e a felicidade de nossos filhos.

Carreira e bens materiais não podem ser mais importantes que a educação deles! Eles precisam de pais que os amem o suficiente para investir tempo, amá-los e dar-lhes limites e liberdade na dose certa para serem felizes.


Que Deus nos conceda amor, sabedoria e coragem para educar nossos filhos segundo o padrão bíblico. Invista em seus filhos, vale a pena!

domingo, 10 de maio de 2015

FORTALECENDO A FAMÍLIA

Certa vez um renomado cientista disse que se houvesse uma guerra nuclear, a primeira atitude das pessoas após passar o perigo seria tentar encontrar suas famílias.

A família é de fundamental importância na vida do ser humano, pois é o plano original de Deus para sua felicidade. Por outro lado, a família também é extremamente importante para o Senhor. Através do nosso testemunho de lar cristão equilibrado, vivendo de acordo com Sua vontade, nos tornamos agentes ativos no avanço da obra, pois mostramos ao mundo lições de amor, harmonia, perdão, tolerância e compreensão.

A história nos revela que a ascensão e queda de grandes sociedades da Antiguidade como Roma, Grécia e Egito, estão diretamente relacionadas com a situação das famílias. No auge da prosperidade, eram valorizadas e fortalecidas. Mas quando a vida familiar se deteriora, a sociedade também tende a se esfacelar.

O lar é o coração da igreja, da sociedade e da nação. O bem-estar da sociedade, o sucesso da igreja e a prosperidade da nação dependem das influências do lar. A qualidade de vida familiar que temos, revela-se extremamente importante para nossa felicidade e saúde mental como indivíduos.

Recentemente o estilo tradicional de vida em família têm sido altamente questionado. O mundo tem desprezado a importância de famílias fortes e bem estruturadas. Certamente nós como igreja de Cristo devemos tomar posição no incentivo e consolidação da família cristã.

Abaixo apresentamos os resultados de um estudo realizado pelo Family Strengths Research Project (Projeto de Pesquisa do Poder da Família), em Oklahoma. Seis qualificadores se destacaram entre os mais importantes no fortalecimento e felicidade das famílias pesquisadas:
1. Passar tempo juntos – famílias que realizavam muitas atividades juntos;
2. Bons modelos de comunicação – Passavam tempo conversando e ouvindo com atenção;
3. Compromisso  – Essas famílias estavam profundamente comprometidas a promover a felicidade e bem-estar uns dos outros;
4. Elevado grau de orientação religiosa – O compromisso se torna mais profundo ao freqüentarem a igreja e participarem das atividades religiosas;
5. Capacidade de enfrentar as crises de forma positiva – As crises são tratadas de forma construtiva;
6. Admiração – Essas famílias expressam muita admiração uns pelos outros. Eles se edificam psicologicamente e dão uns aos outros muitas impressões positivas.

Creio que podemos encontrar esses seis princípios na Palavra de Deus. Apreciaria convidar cada um de vocês a fazerem um novo compromisso hoje, de reorganizar seus valores e prioridades a fim de que nossas famílias sejam verdadeiramente “famílias de Deus”.