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domingo, 19 de julho de 2015

VIVENDO EM SANTIDADE

Santidade significa: separação total a Deus, dedicação total a Deus, vem de sagrado, consagrado. É o desejo de Deus para o seu povo desde a criação, como afirma o texto bíblico: "Sede santos, porque sou santo!" - (I Pe1.16)

Deus deseja um povo que seja exclusivo, separado, consagrado para Si. E esse anseio do coração de Deus se revela em toda Bíblia. É um cuidado da parte de Deus com os seus filhos. Na Bíblia a palavra santo e santidade ocorrem mais de 600 vezes, quase sempre se referindo ao caráter do homem e atributo de Deus.

A santidade nos aproxima de Deus, por nos tornarmos agradáveis a Ele. Os desejos do nosso coração se alinham com a vontade dEle, e o Seu agir em nossas vidas nos traz alegria e realização.

Quem já experimentou a graça da santificação não precisa fazer esforço em praticar o bem e a justiça. Torna-se algo lógico e natural. O homem santificado opõe-se ao pecado, anda de acordo com a Palavra de Deus e obedece seus estatutos e guarda os seus juízos.

Todo aquele que crê num Deus Santo deve buscar ser santo. Ser santo não é sugestão, mas imperativo para todo aquele que se tornou filho de Deus. É qualidade moral de pureza do espírito, alma e corpo. O cristão é, portanto, um elemento raro no mundo corrompido em que vivemos.

Esvaziando-se dos pecados, imediatamente o cristão deve ser cheio da santidade de Deus, e essa plenitude de pureza deve ser o estado permanente de cada um que segue a Jesus Cristo.


Devemos nos separar daquilo que é terreno, carnal ou mundano, para nos consagrarmos a Deus, e assumirmos um viver puro, pois "como é Santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver" (I Pe 1.15).

domingo, 12 de julho de 2015

CONSAGRAÇÃO AO SENHOR

Iniciamos no último domingo a estação INVERNO, cujo tema é: CONSOLIDANDO AS CONVICÇÕES DO AVIVAMENTO ESPIRITUAL, inspirados na palavra de 2 Cr 7:14: "Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra", texto da nossa divisa. E para o mês de julho nosso tema é CONSAGRAÇÃO.

Consagrar significa “tornar sagrado”, ou seja, é separar algo ou alguém para Deus. É dedicar ao Senhor voluntariamente tudo o que temos. No entanto, o nível mais íntimo de consagração ocorre justamente quando consagramos a Ele todo o nosso ser: pensamentos, palavras e atitudes. Podemos afirmar que esse é o verdadeiro culto racional, o sacrifício vivo, santo e agradável ao Senhor.

Devemos estar atentos, pois alguém pode estar envolvido com atividades espirituais e não ser consagrado. O grande objetivo de nos consagrarmos é estarmos envolvidos com o próprio Deus.

A Bíblia nos revela que Deus não divide Sua glória com nada e ninguém. Consagração parcial não existe, pois ou somos consagrados ou não somos. E como nos mostra a história, o Senhor deseja utilizar pessoas inteiramente consagradas a Ele.

D. L. Moody, por exemplo, ouviu John Knox pregar sobre consagração e sobre as conseqüências dessa decisão. O pregador dizia: “O mundo ainda está esperando para ver o que Deus faria com um homem que se consagrasse inteiramente ao Seu serviço”. Naquela noite Moody, o sapateiro, disse: "Esse homem serei eu". E naquele dia ele se consagrou. Detalhe: ele já era cristão.

domingo, 5 de julho de 2015

A QUEM HONRA, HONRA

A Bíblia nos ensina: “Pagai a todos o que lhes é devido: …a quem honra, honra” (Rm 13.7). A despeito daqueles que resistem ao texto quando aplicado a líderes espirituais, especialmente pastores, tenho aprendido que um homem que glorifica a Deus através de sua vida e ministério pode e deve ser honrado. Gostaria, portanto, de usar desse editorial para prestar uma justa homenagem e honrar a um homem de Deus que sempre foi ativo e abundante em frutos na obra do Senhor: o pastor Eli Fernandes.

É certo que a maioria dos cristãos de nossos dias crê que a igreja atual passa por uma crise. Diante disso muitos pastores têm buscado o crescimento quantitativo seguindo receitas e fórmulas mirabolantes. É num momento como esse que devemos trazer a memória o valor de líderes que verdadeiramente lideram, e de pastores que verdadeiramente pastoreiam suas ovelhas. Homens cuja fé é digna de ser imitada, nas palavras do escritor aos Hebreus (ou melhor, escritora, segundo tese de nosso pastor). Que pregam a palavra de Deus pura e simples, e que vivem a humildade de considerar os outros superiores a si mesmos, causando espanto aos muitos lobos e devoradores, mercenários que se infiltram em meio ao rebanho para se alimentar dele.

Dou graças pelo nosso pastor, anjo da igreja que o Senhor levantou para conduzir este rebanho por quase 32 anos, com amor, sabedoria e temor a Deus. Sei que o pastor passou por momentos difíceis, por provas, até mesmo pela incompreensão e resistência de alguns para chegar até aqui. Mas também sei que o Senhor esteve ao seu lado, apoiando e abençoando seu ministério. Obrigado por ter sido um exemplo para a sua congregação, para a sua família e para a sociedade. Um pastor que sempre cuidou, aconselhou, ensinou e estendeu a mão a quem necessitasse. Que deixa como legado suas marcas de amor e alegria. Há quatro anos e meio eu e minha família chegamos à Liber. Registro aqui minha gratidão por termos sido acolhidos com tamanho amor fraternal.


Glorifico a Deus, pois creio que sua decisão é pautada na direção do Espírito Santo, e, portanto, creio que o que lhe está reservado é "...bom, perfeito e agradável". Assim, ofereço-lhe esta homenagem com minha palavra de reconhecimento e carinho. Que Deus continue lhe abençoando ricamente em seus novos desafios. 

domingo, 21 de junho de 2015

VENCENDO A SOLIDÃO

"Não é bom que o homem esteja só", é a declaração de Deus no Éden. Vemos através dela como o ser humano carece de uma companhia íntima. A solidão tem sido, além de um mal universal, uma dura realidade em nossos dias, pois não há quem não tenha sentido só. Mesmo vivendo em grandes metrópoles, morando em grandes condomínios, a solidão é uma realidade na vida de milhões de pessoas. Podemos dizer que é uma epidemia emocional. Para a maioria, a solidão é uma sensação passageira, que vem e vai, mas para outros, ela é parte integrante de suas vidas. Os psicólogos não sabem ao certo se existe apenas uma percepção da solidão, ou sensações variadas. O que sabemos é que há diferentes causas e diferentes intensidades para esse sentimento.

Robert Weiss, psicólogo americano, classificou a solidão em dois tipos:
1. Isolamento emocional - produzido pela falta de uma relação profunda e emocionalmente satisfatória com pessoa com quem nos abrimos. Por exemplo, a relação entre marido e mulher.
2. Isolamento social - gerado pela ausência de um círculo de amigos ou afastamento da convivência social.

Há diversas causas para a solidão. Vejamos algumas delas:
- Dificuldades em fazer ou conservar amigos.
- Falta de confiança em si mesmo e nos outros.
- Rejeição por parte de pessoas que nos circundam.
- A morte de uma pessoa amada.
- Final de um relacionamento amoroso, entre outras.

Todos nós temos a necessidade de relações íntimas e sólidas. E cada um necessita de um certo grau de intimidade. Solidão não é a mesma coisa que estar só. Solidão é sentir-se só. Por exemplo, você já esteve num grupo em que não conhece ninguém, mas em que todos os outros parecem se conhecer? Como você se sentiu?


Para enfrentarmos a solidão, precisamos construir uma intimidade com Deus, pois a vida sem Ele é impessoal e irracional. Precisamos dessa comunhão, pois através dela é que nossa solidão existencial chega ao fim, e esse é o caminho para vencermos qualquer tipo de isolamento. Ele jamais nos deixa sozinhos, e como prova disso nos enviou Jesus, o Emanuel, que significa "Deus Conosco". É Ele quem nos garante: "E eis que estou conosco todos os dias até consumação dos séculos" (Mt 28.20). Creia! Você não está só!

domingo, 14 de junho de 2015

COMO CONSTRUIR RELACIONAMENTOS SAUDÁVEIS

Para construir bons relacionamentos, é fundamental que estejamos cientes de quais são os obstáculos para que isso aconteça.

Um dos pontos mais críticos é exigir que nossa opinião sempre prevaleça. Como consequencia, são também impedimentos a falta de respeito e o fato de não enxergarmos ninguém além de nós mesmos.

Precisamos ser honestos e verificar se a inveja não tem encontrado lugar em nosso coração. Se isso aconteceu, certamente afetará nossos relacionamentos. “Não sejamos presunçosos, provocando uns aos outros e tendo inveja uns dos outros.” (Gl 5.26).

Outro aspecto a ser observado é o orgulho. É muito difícil estabelecer um relacionamento com alguém orgulhoso. A Bíblia nos diz que o próprio Deus "resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes" (Tg 4.6). Do mesmo modo, quando agimos com orgulho, sofremos resistência em nossos relacionamentos interpessoais. “O orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda.” (Pv 16.18).

Por outro lado, temos posturas que viabilizam a construção dos relacionamentos. É de vital importância respeitar as opiniões alheias e, muitas vezes renunciar a nossa. “[...] prefiram dar honra aos outros mais do que a vocês.” (Rm 12.10). Há diversas situações pelas quais não vale a pena entrar em conflito.

Devemos nos colocar no lugar da outra pessoa e, mesmo que não concordemos com ela, não deixar de respeitá-la. Muitas vezes o modo como nos expressamos tem maior peso do que o conteúdo da nossa fala. É preciso levar em consideração o perfil de nosso interlocutor, sobretudo se é alguém que não conhece a Cristo. Nesse caso precisamos agir com muita sabedoria. “Sejam sábios no procedimento para com os de fora; aproveitem ao máximo todas as oportunidades. O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal, para que saibam como responder a cada um.” (Cl 4.5).

A Palavra nos ensina que devemos valorizar o próximo: “ [...] considerem os outros superiores a si.” (Fp 2.3). É ser humilde, pois a humildade traz abertura para os relacionamentos e, quando ela está presente, a doçura, a paciência e o amor a acompanham. “Sejam completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos com amor.” (Ef 4.2).


E finalmente temos o perdão. Onde não há perdão, relacionamentos interpessoais saudáveis não são construídos. Todos nós erramos, de tal modo que todos precisamos perdoar e sermos perdoados. “Sejam bondosos e compassivos uns com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo.” (Ef 4.32).