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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

ABUSO ESPIRITUAL

Existe abuso espiritual? Pastor diz que sim e mostra sete formas usadas por líderes cristãos

O livro foi escrito em 1991 mas as regras continuam bastante atuais e visíveis em muitos ministérios brasileiros.

Ronald M. Enroth, pastor americano, resolveu acompanhar algumas pessoas que se desligaram da Jesus People USA, um grupo religioso dos Estados Unidos, e coletou informações sobre como os pastores faziam pressão psicológica para impedir que o povo deixassem sua congregação.

As atitudes usadas por eles foram marcadas como “abuso espiritual” e foram relatadas em um livro assinado por Ronald que também é sociólogo de religião. Apesar de ser uma pesquisa realizada nos Estados Unidos percebem que muitas dessas atitudes são aplicadas nas igrejas brasileiras para impedir que os membros se desliguem e partam para outros ministérios.

O pastor Enrolth listou no livro “Churches That Abuse”, lançado em 1991, sete formas de abuso espiritual praticado por igrejas evangélicas. Entre elas a distorção da Palavra, a criação de uma liderança autocrática, o sentimento de superioridade em relação ao outros grupos religiosos e o elitismo espiritual.

Confira:

1) Scripture Twisting (Distorção da Escritura): para defender os abusos usam de doutrinas do tipo “cobertura espiritual”, distorcem o sentido bíblico da autoridade e submissão, etc. Encontram justificativas para qualquer coisa. Estes grupos geralmente são fundamentalistas e superficiais em seu conhecimento bíblico. O que o líder ensina é aceito sem muito questionamento e nem é verificado nas Escrituras se as coisas são mesmo assim, ao contrario do bom exemplo dos bereanos que examinavam tudo o que Paulo lhes dizia.

2) Autocratic Leadership (Liderança Autocrática): discordar do líder é discordar de Deus. É pregado que devemos obedecer ao discipulador, mesmo que este esteja errado. Um dos “homens de Deus” de uma igreja diz que se jogaria na frente de um trem caso o “Líder” ordenasse, pois Deus faria um milagre para salvá-lo ou a hora dele tinha chegado. A hierarquia é em forma de pirâmide (às vezes citam o salmo 133 como base), e geralmente bastante rígida. Em muitos casos não é permitido chamar alguém com cargo importante pelo nome, (seria uma desonra) mas sim pelo cargo que ocupa, como por exemplo “pastor Fulano”, “bispo X”, “apostolo Y”, etc. Alguns afirmam crer em “teocracia” e se inspiram nos líderes do Antigo Testamento. Dizem que democracia é do demônio, até no nome.

3) Isolationism (Isolacionismo): o grupo possui um sentimento de superioridade. Acredita que possui a melhor revelação de Deus, a melhor visão, a melhor estratégia. Eu percebi que a relação com outros ministérios se da com o objetivo de divulgar a marca (nome da denominação), para levar avivamento para os outros ou para arranjar publico para eventos. O relacionamento com outros ministérios é desencorajado quando não proibido. Em alguns grupos no louvor são tocadas apenas músicas do próprio ministério.

4) Spiritual Elitism (Elitismo Espiritual): é passada a idéia de que quanto maior o nível que uma pessoa se encontra na hierarquia da denominação, mais esta pessoa é espiritual, tem maior intimidade com Deus, conhece mais a Biblia, e até que possui mais poder espiritual (unção). Isso leva à busca por cargos. Quem esta em maior nível pode mandar nos que estão abaixo. Em algumas igrejas o número de discipulos ou de células é indicativo de espiritualidade. Em algumas igrejas existem camisetas para diferenciar aqueles que são discípulos do pastor. Quanto maior o serviço demonstrado à denominação, ou quanto maior a bajulação, mais rápida é a subida na hierarquia.

5) Regimentation of Life (Controle da Vida): quando os líderes, especialmente em grupos com discipulado, se metem em áreas particulares da vida das pessoas. Controlam com quem podem namorar, se podem ou não ir para a praia, se devem ou não se mudar, roupas que podem vestir, etc. É controlada inclusive a presença nos cultos. Faltar em algum evento pro motivos profissionais ou familiares é um pecado grave. Um pastor, discípulo direto do líder de uma denominação, chegou a oferecer atestados médicos falsos para que as pessoas pudessem participar de um evento, e meu amigo perdeu o emprego por discordar dessa imoralidade.
6) Disallowance of Dissent (Rejeição de Discordâncias): não existe espaço para o debate teológico. A interpretação seguida é a dos lideres. É praticamente a doutrina da infalibilidade papal. Qualquer critica é sinônimo de rebeldia, insubmissão, etc. Este é considerado um dos pecados mais graves. Outros pecados morais não recebem tal tratamento. Eu mesmo precisei ouvir xingamentos por mais de duas horas por discordar de posicionamentos políticos da denominação na qual congregava. Quem pensa diferente é convidado a se retirar. As denominações publicam as posições oficiais, que são consideradas, obviamente, as mais fiéis ao original. Os dogmas são sagrados.

7) Traumatic Departure (Saída Traumática): quem se desliga de um grupo destes geralmente sofre com acusações de rebeldia, de falta de visão, egoismo, preguiça, comodismo, etc. Os que permanecem no grupo são instruídos a evitar influências dos rebeldes, que são desmoralizados. Os desligamentos são tratados como uma limpeza que Deus fez, para provar quem é fiel ao sistema. Não compreendem como alguém pode decidir se desligar de algo que consideram ser visão de Deus. Assim, se desligar de um grupo destes é equivalente a se rebelar contra o chamado de Deus. Muitas vezes relacionamentos são cortados e até familias são prejudicadas apenas pelo fato de alguém não querer mais fazer parte do mesmo grupo ditatorial.

sábado, 30 de abril de 2011

A nova classe A (enche o saco)

 

Só se fala da nova classe C, que irrita classes mais abastadas com a invasão dos aeroportos e de outros redutos antes sempre restritos às elites, onde pobre só entrava pela porta de serviço, tal o apartheid social brasileiro de então.

Mas e a nova classe A?

O sucesso de Lula e do PT veio tanto da emergência dos pobres como dos ricos do Brasil. O número de milionários explodiu, bancos de investimento e que administram fortunas descobriram na PTlândia a nova fronteira financeira global.

Outro dia, terça-feira, o Fasano tinha espera de uma hora mal aberto o salão. No outro italiano que encontrei lugar, cariocas expatriados, com seus Blackberries e iPhones misturados aos talheres sobre a mesa, vomitavam riqueza para o restaurante inteiro ouvir e gargalhavam com suas comparações entre Rio, São Paulo, Nova York e... Niterói.

Esses cariocas geralmente estudaram nas boas escolas de economia do Rio (e do Brasil), PUC e FGV, depois foram para os EUA e agora voltam porque a ação está aqui. São Paulo é a nova Nova York. Rio é a nova Los Angeles. Costa Leste e Costa Oeste da via Dutra.

Os cariocas voltaram acompanhados de uma legião de gringos, já que toda corporação global que se preze abriu ou reforçou suas operações no Brasil, onde se investindo tudo parece dar.

Os terninhos estão por toda parte. Quem não usa paletó, põe o blazer com calça jeans. "A energia de São Paulo é incrível", dizem os novos gringos que passeiam em sua garoa.

E o ciclo que alimentou o primeiro boom milionário no Brasil está em curso novamente: nova onda bem-sucedida de abertura de capital das empresas na Bolsa de São Paulo, novo patamar altista das commodities agropecuárias e minerais que exportamos, valorização de terras, imóveis e ativos em geral, moeda forte, economia aquecida, escassez de mão de obra.

Esta nova classe A é muito mais plural do que a anterior porque mais meritocrática, na medida em que se pode ser meritocrático no Brasil. Herdeiros quatrocentões deram lugar a profissionais urbanos e também rurais não mais ligados a heranças fundiárias ou esquemas oficiais, mas estabelecidos por sua capacidade de aproveitar as imensas oportunidades do novo Brasil.

Os novos ricos como os velhos novos ricos são ruidosos, ostentatórios e pouco ilustrados. Mas com uma fome de viver tudo tão intensamente que deve haver alguma beleza nisso.
Se a nova classe média é a cara do novo Brasil, a nova classe alta é a coroa.

As duas serão igualmente importantes na formação do novo país. As duas vieram para romper o status quo que vigorou por séculos entre nós. São fruto de Lula depois de FHC e convergem para um tropicapitalismo que, bem resolvido, justificará finalmente nossa infundada alegria.

Sérgio Malbergier  - Folha de São Paulo

 

quinta-feira, 3 de março de 2011

Um Dia de Aula em Harvard

 

 

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Jamais esquecerei o meu primeiro dia de aula na Harvard Business School. No dia anterior recebemos 90 páginas descrevendo três problemas administrativos que haviam ocorrido anos atrás em empresas verdadeiras.

Tínhamos 24 horas para tomar uma série de decisões, utilizando as mesmas informações disponíveis da diretoria da época. Era um problema por matéria, 3 matérias por dia.

O primeiro caso do dia tratava-se de uma empresa controlada por dois irmãos, bem sucedida por trinta anos, até o dia em que um deles se desquitou e casou com uma moça vinte anos mais jovem.

Esse pequeno fato desencadeou uma série de problemas que afetava o desempenho da empresa. Nós éramos os consultores que teriam de sugerir uma saída.

No primeiro dia, na primeira aula, o professor entrou na sala e simplesmente disse:

- Sr. Kanitz, qual é a sua recomendação para esse caso? 

- Por que eu?

As aulas a que eu estava acostumado em toda a minha vida de estudante consistiam num bando de alunos ouvindo pacientemente um professor que dominava as nossas atenções pelo resto do dia.

Simplesmente, naquele fatídico dia, eu não estava preparado quando todos viraram suas atenções para mim - e, pelo jeito, eu é que teria de dar a aula.

Esse sistema é conhecido por ensino centrado no aluno e não no professor. Tanto é que, minha grande frustração foi ter os melhores professores de administração do mundo, mas que ficavam na maioria das aulas, simplesmente calados.

Curiosamente, falar em aula era uma obrigação, e não o que em geral acontece em muitas escolas secundárias brasileiras, em que essa atitude é passível de punição.

Outra descoberta chocante foi constatar, que a maioria dos famosos livros de administração de nada serviam para resolver aquele caso. Nenhum capítulo de Michael Porter trata especificamente de 'problemas de desquites em empresas familiares', um fato mais comum nas empresas do que se imagina.

A maioria das decisões na vida é de problemas que ninguém teve que enfrentar antes, e sem literatura pré-estabelecida.

Estamos sozinhos no mundo com nossos problemas pessoais e empresariais. Quão mais fácil foi a minha vida de estudante no Brasil, quando a obrigação acadêmica era decorar as teorias do passado de Keynes, Adam Smith e Peter Drucker, como se fossem livros de auto-ajuda para os problemas do futuro.

Durante dois anos, estudamos mais de 1.000 casos ou problemas dos mais variados tipos: desde desquites, brigas entre o departamento de marketing e o financeiro, greves, governos incompetentes, fusões, cisões, falências e até crises na Ásia.

Isto nos obrigava a observar, destilar as informações relevantes, ignorar as irrelevantes, ponderar as contradições, trabalhar com vinte variáveis ao mesmo tempo, testar alternativas, formar uma decisão e expô-la de forma clara e coerente.

Estavam ensinando por meio de uma metodologia inédita na época (1972), o que poucas escolas e faculdades fazem até hoje: ensinar a pensar.

Em nada adianta ficar ensinando como outros grandes cérebros do passado pensavam. Em nada adianta copiar soluções do passado e achar que elas se aplicam ao presente.

Num mundo cada vez mais mutável, onde as inter-relações nunca são as mesmas, ensinar fatos e teorias será de pouca utilidade para o administrador ou economista de hoje.

Ensinar a pensar também não é tão fácil assim. Não é um curso de lógica, nem uma questão de formar uma visão crítica do mundo achando que isto resolve a questão. Sair criticando o mundo, contestando as teorias do passado forma uma geração de contestadores que nada constrói, que nada sugere.

Minha recomendação ao jovem de hoje é para que se concentre em uma das competências mais importantes para o mundo moderno: aprender a pensar e a tomar decisões.

original publicado em 2000.

FONTE: KANITZ

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O deserto é fértil

 

 

Quando falamos em deserto, o que vem a sua mente?

Feche os olhos e pense por um momento em todas as imagens que te remetem a um deserto! O que você vê? Como poderia descrevê-lo?

Seria ele um local árido, vazio, sem vida, repleto de areia por todos os lados ou de solo rachado pela ausência de água? Ou um local que te remete ao medo, à solidão, ao desconforto, às provações e aos obstáculos?

Com certeza essas são as primeiras concepções que surgem à nossa mente, não é mesmo? Pois são as definições clássicas para tal significado, seja ele no sentido físico (geográfico) ou psicológico (espiritual).

Etimologicamente a palavra deserto vem do latim desertus, cujo significado é “abandonar”. Geograficamente, é definido como um local ou região que recebe pouca precipitação pluviométrica, isto é, baixa freqüência de chuvas. Daí, o fato de tais associações.

Mas então o que dizer da afirmação O Deserto é Fértil. Não seria essa uma expressão totalmente contraditória, considerando-se sua definição etimológica e geográfica? Antes de emitirmos qualquer opinião, analisemos primeiramente as passagens bíblicas que se seguem.

Quando Maria e José foram ao Templo apresentar o menino Jesus, seguindo os preceitos da lei, encontraram logo na entrada Simeão, homem justo e piedoso, a quem fora prometido pelo Espírito Santo, que não morreria sem ver o Cristo de Deus. Ao ver a criança, Simeão louvou a Deus e disse a Maria que Jesus seria sinal que provocaria contradições: “Eis que esse menino está destinado a ser uma causa de queda e soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições, a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações.” Lc 2,34-35.

Em outra passagem de Lucas, após ser batizado por João Batista no Rio Jordão, Jesus Cristo foi levado ao deserto pelo Espírito Santo, onde foi tentado pelo demônio e enfrentando-o, venceu-o em suas tentações, confirmando sua total fidelidade e obediência a Deus: “Cheio do Espírito Santo, voltou Jesus do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto, onde foi tentado pelo demônio durante quarenta dias e quarenta noites. Durante esse tempo Ele nada comeu e terminados estes dias, teve fome.(…) Depois de tê-lo assim tentado de todos os modos, o demônio apartou-se dele.” Lc 4, 1-13.

No evangelho de Mateus, o evangelista narra sobre João Batista citando: “Este é aquele de quem falou o profeta Isaías, quando disse: Uma voz clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas.” Mt 3, 3. E de fato João Batista esteve sempre no deserto, usava vestimenta de pêlos de camelos e se alimentava de gafanhotos e mel silvestre. O próprio Jesus questionou o povo acerca de João: “Disse Jesus à multidão a respeito de João: Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Que fostes ver então? Um homem vestido com roupas luxuosas? Mas os que estão revestidos de tais roupas vivem nos palácios dos reis. Então porque fostes para lá? Para ver um profeta? Sim, digo-vos eu, mais que um profeta.” Mt 11, 7-9.

No livro do Apocalipse, São João narra uma passagem sobre a Mulher e o Dragão, na qual o Dragão queria devorar o filho que a mulher estava prestes a dar à luz: “Ela deu a luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro. Mas seu Filho foi arrebatado para junto de Deus e de seu trono. A mulher fugiu então para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um retiro para aí ser sustentada por mil e duzentos e sessenta dias.” Ap 12, 5-6.

Nos trechos acima o deserto possui a mesma conotação da definição que inicialmente demos a ele? Certamente não! Como pudemos perceber, contraditoriamente, o deserto é de fato fértil. Sua capacidade produtiva vai muito além do que nossos sentidos e razão podem compreender. O deserto representa para o homem o encontro com Deus e consigo mesmo. É o abandono do eu dentro de si mesmo. É a ausência de toda e qualquer máscara que nos impede de encontrar a nossa verdadeira essência. É o sair da zona de conforto para perceber o nosso potencial de força, de coragem, de fé e de atitude.

O deserto representa o momento, a situação, a oportunidade na qual somos convidados a nos fortalecer e promover um crescimento pessoal. Ele é o ambiente pelo qual todas as riquezas e tesouros ocultos em nós se afloram. Ele representa o silenciar a voz do mundo dentro de nós, para que no silêncio de Deus possamos ouvir sua voz e compreender sua vontade.

Os desertos, enquanto regiões geográficas, freqüentemente abrigam uma riqueza de vida que normalmente permanece escondida (especialmente durante o dia) em função da baixa umidade. Além disto, contêm depósitos minerais valiosos que foram formados no ambiente árido ou que foram expostos pela erosão. Vale ainda lembrar que aproximadamente dois nonos da superfície continental da Terra são desérticos. O que dizer então da riqueza que o deserto é capaz de produzir e/ou ressaltar no campo psicológico e espiritual do homem?

Espiritualmente, o deserto representa o fogo de intensidade máxima a qual alma sendo submetida se funde à vontade de Deus, tal qual o ouro nas mãos do ourives. É justamente no deserto, que nossa alma se molda à forma d’Aquele que nos criou. É o lapidar daquilo que de mais precioso temos: nossa alma!

Estar no deserto ou ir de encontro a ele não significa de forma alguma que as tentações e provações não acontecerão em nossas vidas. Ao contrário, significa que ainda há a possibilidade de se voltar atrás e seguir outro caminho; Que se faz necessário uma mudança de vida; Que ainda existe tempo de cuidar do jardim para que as borboletas venham até ele. E mais do que tudo isto, que o deserto é extremamente fértil e produz frutos concretos e permanentes na alma humana.

Passar pelo deserto é uma graça divina, estar permanente nele é assumir a missão deixada por Cristo.
Que o deserto nosso de cada dia seja sempre fértil segundo os dons do Espírito Santo…

Fonte: O DESERTO É FERTIL

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Você está confortável?

 

 

Durante a vida, as pessoas, de uma maneira geral, costumam acomodar-se, refugiar-se em sua “zona de conforto”.

No campo organizacional, por exemplo, caminhar em direção à chamada “zona de conforto” pode representar uma ameaça, tanto para as empresas quanto para os profissionais. Ficar em um estado de ”comodidade” faz com que as empresas percam a competitividade em relação à concorrência. Os profissionais ficam parados no “tempo e no espaço”, deixam de lado a capacidade de conquistar novos horizontes, galgar novos patamares e quando percebem a situação estão prestes a serem substituídos por pessoas mais qualificadas e atualizadas com as novidades do mercado.

Não são as empresas que entram na zona de conforto e sim as pessoas que fazem parte dessas organizações. Alguns gestores contribuem para que a zona de conforto ganhe proporções preocupantes para as empresas. Não podemos mais aceitar a mediocridade.

Na era em que vivemos se você estiver conformado com que tem, precisa ter cuidado. Existe aquele velho ditado que diz: “quem está correndo está andando, quem está andando está parado e quem está parado está morto”.

O principal fator que leva o profissional a entrar na zona de conforto é a falta de um objetivo definido.

A falta de ambição é a principal conseqüência que a zona de conforto gera na carreira. Falta de objetivo e ambição são componentes que mobilizam, paralisam, nos mantêm acomodados.

A permanência na zona de conforto está diretamente relacionada à resistência às mudanças. O mercado mudou e está mudando cada vez mais de uma forma espantosamente dinâmica e quem esperar para ver o que acontecerá, correrá sérios riscos da empresa deixar de existir. É tempo de treinar, treinar e treinar seus componentes se quiser que a sua empresa exista para este novo mercado.

Parece paradoxal sair da zona de conforto para conquistar maior conforto. Mas é exatamente isto o que acontece: a estagnação conduz ao desconforto.
Para alcançar a plena realização, em todos os sentidos, precisamos estar sempre em movimento, em ação.