Uma das características mais marcantes da pós-modernidade é o rompimento
com aquilo que é geral ou universal, em favor do que é particular ou
individual. Ao olharmos para a modernidade, vemos que se falava em verdades
universais e absolutas, algo que em nossos dias é inaceitável. Quanto ao modo
de agir, se falava em valores absolutos de conduta e comportamento, enquanto
para a pós-modernidade este é um discurso taxado como ultrapassado, retrógrado
e preconceituoso.
Ao contrário da modernidade a pós-modernidade assumiu o relativismo. Segundo
Carl Henry (Dicionário de Ética Cristã), relativismo é a teoria de que a base para os julgamentos sobre conhecimento,
cultura ou ética difere de acordo com as pessoas, com os eventos e com as
situações. Ou seja, para o pós-modernista a realidade é o que o indivíduo
imagina que seja. Isso significa que o que é "verdadeiro" é
determinado subjetivamente por cada um, e não existe a chamada verdade
objetiva. O pós-modernista acredita naturalmente que não faz sentido
debater se a opinião de A é superior à opinião de B. Afinal de contas, se a
realidade é meramente uma invenção da mente humana a perspectiva de verdade de
uma pessoa é tão boa quanto a de outra.
O relativismo pode ser visto diariamente nas palavras e atitudes das
pessoas que nos cercam. Provavelmente, a maioria de nós já teve uma discussão
encerrada com as seguintes palavras: “não
vale a pena discutir, afinal, você tem a sua verdade e eu tenho a minha”.
Ou, quem nunca foi questionado depois de emitir sua opinião sobre algo ou
alguém: “quem é você para julgar?”.
Essas palavras revelam como o relativismo tomou conta de nossos dias. Vivíamos
em uma sociedade que cria na existência da verdade,
mas agora uma nova palavra determina todo o comportamento: tolerância.
Diante dessa realidade, devemos analisar quais as conseqüências da
influência de tais conceitos para a Igreja. Ora, se tolerância significa a
aceitação de que o valor definido pelo indivíduo e o seu estilo de vida, são igualmente
válidos, e que julgamentos morais são atitudes intolerantes, corremos o risco
de cairmos numa permissividade ético-moral para nos adaptarmos ao mundo, já que
não podemos ferir o que é politicamente
correto. Infelizmente temos visto o processo de mundanização invadindo inúmeras denominações evangélicas. É contra
isso que nos alerta o apóstolo Paulo em Romanos 12:2: “Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação
da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita
vontade de Deus”.
Quando Deus se revelou a Moisés na sarça ardente lhe disse: “Eu Sou o que Sou”. E em João 14:6 Jesus
afirma aos seus discípulos: “Eu sou o
caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. Essas
são declarações absolutas! Aleluia! Ainda que o homem atribua significados à
realidade, para nós a verdade é objetiva. Nossa fé e esperança estão
fundamentadas em verdades eternas reveladas por meio da Palavra de Deus. Estejamos,
pois, preparados para a batalha: “Cuidado
que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a
tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo.”
– Colossenses 2:8.
Conforme lemos em I Tessalonicenses 4:3 e 7, a santificação é não só a vontade,
mas também o chamado do Senhor para sua Igreja. Não é uma opção pessoal, mas
imperativo de Deus ao seu povo. Isso se aplica a todos os cristãos em todos os
momentos históricos. No entanto, é possível afirmar que cada época apresenta
desafios próprios para o cristianismo. Sem dúvida vivemos dias em que a batalha
contra a relativização da ética e da moral é parte integrante de nossa
realidade.
Que neste primeiro mês do ano possamos consolidar
convicções que nos levem a viver em santidade:
a) Temor ao Senhor – submetendo-nos sempre
a vontade dEle, e diante das tentações fazendo a escolha de não pecar;
b) Fé – mantendo-nos fiéis aos padrões de
comportamento nos quais cremos, pois como diz o texto de Romanos 14:23, “tudo que não provém de fé é pecado”;
c) Amor – buscando o verdadeiro amor em
Cristo, de modo que se torne cada vez mais difícil pecar contra Deus e contra o
próximo;
d) Testemunho – crendo que o Senhor nos
chamou para levarmos salvação ao mundo através de uma conduta reta e justa.
Que possamos através
do estudo de Sua Palavra, e na busca de uma maior e mais profunda comunhão com
Ele, crescer no conhecimento da verdade que liberta. E creiamos que a despeito
do preço a ser pago, andar em santidade nos habilita a viver livramentos e
vitórias pela intervenção do Senhor (Josué 3:5), pois agradaremos o coração do
Pai, e teremos autoridade para enfrentar os inimigos e as adversidades.
“Então vereis outra vez a diferença
entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que o não serve.” – Malaquias 3:18

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