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domingo, 20 de setembro de 2015

MATURIDADE ESPIRITUAL

"Não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança. E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu."
(Romanos 5:3-5)

Uma das principais maneiras de Deus tratar com o homem é através de processos. Isso é uma verdade da qual não podemos fugir. Nossa caminhada em direção a vontade perfeita do Senhor passa por etapas, onde os nossos posicionamentos nos garantirão o viver das promessas.
O texto nos mostra exatamente um processo. Enfrentamos as tribulações com perseverança, para vivermos experiências com Deus que nos enchem de esperança. Por quê? Porque o amor de Deus é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo.
Quando somos cheios do amor de Deus recebemos uma esperança que não é confusa, ou seja, não há mais espaço para dúvidas, questionamentos ou incredulidade. Não é o sentimento daquele que está torcendo para dar certo, mas daquele que caminha com uma certeza em seu coração. Quando temos a consciência e a convicção do amor de Deus por nós, recebemos o culminar desse processo, que é andarmos em maturidade espiritual.
Essa maturidade muitas vezes é confundida com a quantidade de conhecimento teológico, ou com o tempo que a pessoa está na igreja. Muitos são profundos conhecedores da Bíblia, mas ao primeiro sinal de tempestade se desesperam, ou têm trinta anos na igreja e ainda agem como crianças imaturas diante das dificuldades.
O que o Senhor quer nos dar é um espírito inabalável, que nos habilita a enfrentarmos os desafios cheios de autoridade, pois quando somos supridos pelo amor vivemos a palavra de I Jo 4:18: “No amor não existe medo; antes o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é apefeiçoado no amor”.

Quando o Espírito Santo derrama em nossos corações o amor de Deus, passamos a caminhar firmados em convicções. Aqueles que verdadeiramente conhecem o amor de Deus podem viver a experiência de viver em paz em toda e qualquer circunstância e estão habilitados a esperar, pois a restituição, a restauração e a ressurreição certamente virão.

domingo, 6 de setembro de 2015

UM ESTRANHO NO NINHO


“E assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura: as cousas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” – II Co. 5:17

As aparências diante da sociedade, os compromissos e deveres sociais, são fatos que muitas vezes, ocupam um espaço demasiado em nossa mente. Há uma necessidade inerente ao ser humano, que é a de conviver em sociedade. Desde tempos remotos, observa-se que o homem busca a proteção e o abrigo de um grupo, formando assim as tribos que formaram a base para a sociedade em que vivemos.
Vemos hoje também a realidade desse convívio social, especialmente dos jovens, nas chamadas “tribos”. São  skatistas, surfistas, roqueiros, funkeiros etc., pessoas que por uma afinidade musical, esportiva, entre outras, se identificam e se agradam de estarem juntas. Aqueles que tem afinidades acabam se agrupando, e todos buscam proteção e aceitação no grupo com o qual se relacionam.
Alguém já disse acerca daqueles que nasceram de novo em Cristo: "estão estragados para o mundo". O que significa essa frase? Significa que para os padrões de comportamento e opinião do mundo nós não fazemos mais parte da “tribo”.
A nossa atitude diante de todas essas verdades é que devemos dar bom testemunho diante de todos, nunca deixando de nos relacionar com as pessoas a nossa volta. Não devemos ser passivos em nossa maneira de testemunhar, pelo contrário, não devemos nunca deixar de agradar o Senhor para agradar as pessoas.
Quando aceitamos a Cristo recebemos uma nova identidade espiritual  e passamos a ser novas criaturas. Nascemos de novo no espírito e agora somos pessoas transformadas e restauradas pelo sangue de Jesus.
Ser uma nova criatura não significa que tenhamos perdido nossa identidade como indivíduos. Ainda somos as pessoas que éramos quando nascemos de nossas mães. As mesmas marcas físicas, que nos fazem parecidos com nossos pais, a mesma estrutura de DNA, as mesmas digitais, enfim, fisicamente somos os mesmos. O que mudou é a nossa visão do mundo espiritual. Agora temos um relacionamento com Deus. Temos livre acesso a Ele, e passamos a ser morada do Espírito Santo.
Entramos num processo de conversão, onde nossos valores começam a ser alterados segundo os padrões da palavra de Deus, e segundo a direção do Espírito em nossas vidas. Aquilo que gostávamos muito, talvez agora não nos agrade mais. Aquilo que era rotineiro talvez não nos seja mais conveniente. Por isso passamos a ser pessoas diferentes, não por causa de uma aparência religiosa, mas porque a nossa essência espiritual mudou.

Quando nos deparamos então com os velhos amigos, os colegas de trabalho, os colegas de classe, ou seja, o nosso relacionamento em sociedade, enfrentamos conflitos porque espiritualmente não fazemos mais parte do mundo. Precisamos entender isso claramente para não nos tornarmos “E.T.´s” religiosos e isolados, e sim nos relacionarmos conscientemente com todos.

domingo, 30 de agosto de 2015

JESUS E A VIDA SOCIAL

“Três dias depois, houve um casamento em Caná da Galiléia, achando-se ali a mãe de Jesus. Jesus também foi convidado, com os seus discípulos, para o casamento.” – Jo. 2:1 e 2
Quando olhamos para a vida de Cristo enxergamos um homem absolutamente normal. Jesus não era, como muitos pretendem pintar, alguém que vivia isolado das pessoas. Pelo contrário. Ao fazermos um exame da vida do Senhor, vemos que ele se relacionou com todo o tipo de pessoas, desde prostitutas até políticos, sábios e intelectuais, desde pessoas insignificantes aos olhos da sociedade, até pessoas de grande influência.
O texto que lemos nos mostra exatamente isso. Houve um casamento em Caná e Jesus e seus discípulos foram convidados. Ele ainda não era alguém conhecido como viria a ser, portanto o convite nos mostra que havia algum tipo de relacionamento entre Jesus e aquela família. Talvez com o noivo, talvez com o pai da noiva, quem sabe. A verdade é que ele estava numa festa e era uma pessoa normal.
Muito se engana aquele que imagina que se converter significa abster-se de uma vida social. Pelo contrário, se desejamos alcançar aqueles que ainda não conhecem a Cristo, precisamos nos relacionar com eles, para que possamos lhes falar do amor de Deus. Essa é a verdade da Palavra, não podemos nos esconder, mas devemos brilhar cada vez mais para que as pessoas vejam Deus em nós.
Infelizmente, a religiosidade tem roubado muitos cristãos nesse aspecto. São pessoas que muitas vezes são ensinadas a ter uma atitude sectária e preconceituosa em relação aos que ainda não o são. É uma postura absolutamente hipócrita e egoísta, demonstrando total falta de amor pelas vidas. Por outro lado, precisamos entender o que significa a palavra de I Jo. 5:19: “Sabemos que somos de Deus, e que o mundo inteiro jaz no maligno”.
O mundo está morto porque está longe de Deus. Esse afastamento é que levou a humanidade a degradação, a depravação, a violência e a tantas tragédias que vemos todos os dias. Apesar disso ainda fazemos parte dele. Não somos espíritos vagando pela terra, mas somos pessoas transformadas pelo poder de Deus.

O que precisamos entender é que não podemos ser influenciados pelo mundo, mas precisamos ser agentes transformadores na mão do Senhor. Não é o mundo que ditará a nossa vida, não são as amizades que ditarão as nossas regras de comportamento, mas sim nossa consciência lavada pelo sangue de Jesus e governada pelo Espírito Santo.

domingo, 23 de agosto de 2015

ENFRENTANDO O DESÂNIMO

“Quem dentre vós é de todo o seu povo, seja seu Deus com ele, e suba a Jerusalém de Judá, e edifique a casa do Senhor, Deus de Israel; ele é o Deus que habita em Jerusalém.” – Ed 1:3

Jerusalém se encontrava em ruínas, e os principais edifícios e até o templo haviam sido atacados e destruídos, e o povo de Israel havia sido levado como escravo para outras terras. Agora Deus estava levantando Esdras e outros homens para restaurarem o templo, usando um rei chamado Ciro para os enviarem a cidade santa.
A restauração do templo tem para nós um significado muito importante, pois era para os judeus o lugar onde a presença de DEUS se manifestava. Sabemos hoje através da Palavra de Deus que Jesus habita em cada um de nós que o recebemos como salvador, portanto nós somos o templo ou habitação de Deus (I Co 3:16).
Assim como o templo estava em ruínas, nossas vidas sem Jesus também estavam assoladas e destruídas. Muitos feridos em suas emoções, enfermos no corpo, vivendo conflitos familiares, assolados financeiramente, enfim, vivendo todas as dificuldades de uma vida sem Deus. Só que ao aceitar Jesus como Senhor e Salvador, um poderoso processo de restauração se iniciou, e Ele está tratando e transformando cada área de nossa vida.
Por outro lado, sempre que um processo de restauração se inicia, oposições se levantam. Por quê? Porque o nosso inimigo espiritual, o diabo, não tem interesse algum em que sejamos restaurados, mas deseja que continuemos debaixo da sua opressão, sendo roubados e destruídos.
Do mesmo modo vemos que grande oposição se levantou contra a reconstrução do templo em Jerusalém. Os inimigos se levantaram com o intuito de paralisarem a obra, da mesma maneira que se levantam contra as nossas vidas.
“Então as gentes da terra desanimaram o povo de Judá, inquietando-o no edificar.” – Ed 4:4
Uma das enfermidades mais comuns da alma é o desânimo, e o diabo sabendo disso usa de suas artimanhas para nos parar e nos roubar o foco daquilo que é a obra de restauração. Não devemos nos espantar se situações vierem para nos abater, tão somente devemos nos posicionar e nos firmarmos no Senhor.
Precisamos estar atentos para identificar as estratégias malignas. Muitas vezes nos deixamos levar por línguas venenosas, parando para ouvir, acatar, e até reforçar palavras que só vem para nos fazer desistir. De outras vezes é a injustiça que se levanta, usando pessoas para levantar calúnias e acusações contra nós, e nos perseguindo de maneira aparentemente gratuita.
Muitas vezes, depois de posturas firmes e certas que tomamos, a oposição vem de maneira terrível, e nos abatemos, voltando atrás e parando aquilo que Deus havia iniciado em nossas vidas. Existe um tempo de recomeçar, e se algo nos desanimou, e, por algum tempo conseguiu parar nossa vida, hoje é o tempo de nos levantarmos para um novo tempo!

“Em tudo somos atribulados, porém não angustiados, perplexos, porém não desanimados.” – II Co 4:8