domingo, 8 de novembro de 2015
domingo, 1 de novembro de 2015
ABRIR OS OLHOS PARA A TERRA PROMETIDA
"Porém o meu servo Calebe,
porquanto nele houve outro espírito, e perseverou em seguir-me, eu o levarei à
terra em que entrou, e a sua descendência a possuirá em herança." - Nm
14:24
Há uma verdade espiritual latente nos textos que falam sobre a conquista
da terra prometida: temos que enfrentar e expulsar os gigantes para começar a
desfrutá-la. No capítulo 13 de Números nos deparamos com a fé que abre olhos,
encoraja e olha para as promessas e, por outro lado, com a deliberação de corações
dispostos a parar e voltar atrás, pois estavam baseados nas próprias
expectativas, influenciados pela incredulidade.
Os espias não puderam negar que a terra era muito frutífera, e aquele
cacho de uvas era a demonstração factual disto. Deus havia prometido uma terra
que manaria leite e mel. Existia uma promessa que alimentava a esperança. Dez
deles não olharam a promessa, mas enxergaram apenas as impossibilidades. Isto
trouxe como consequência ao povo desânimo, medo, murmuração, que logo em
seguida gerou o desejo de voltar ao Egito e desistir da promessa ( Nm 14:4).
Dois deles porém, Calebe e Josué, foram os únicos que não tinham dúvidas
de que o Senhor de Israel os faria prevalecer sobre todos os obstáculos. Desde
Abraão Deus havia garantido que colocaria a semente dele em possessão daquela
terra (Gn 15.18;17.8); e custe o que custar a palavra de Deus é a garantia de
abrir caminho onde não há caminho, de realizar milagres onde não há a mínima
chance de acontecer. Movidos por tal fé não abriram mão da promessa.
Os dez homens descreveram os habitantes daquela terra como gigantes
(descendentes de Anaque). Os cananitas eram maiores e mais fortes do que o povo
de Israel, mas eles seriam mais fortes do que Deus? Eles não poderiam lutar com
eles, mas Deus não poderia? E a certeza de que Deus estaria em frente à batalha
aonde estava? Sentiam-se como gafanhotos diante dos gigantes, mas e eles não
seriam menos do que gafanhotos perante Deus? Os egípcios não eram tão fortes e
poderosos tanto quanto os cananitas, eram? E ainda sem uma espada puxada por
Israel foram derrotadas as carruagens e os cavaleiros do Egito? Milagres eram
neste momento o pão diário deles. Um exército tão bem provido por experimentar
este alimento a um custo zero teria a vantagem de saber que o El Shadai (Deus
Todo-Poderoso) pode realmente “todas as coisas”!
A falta de crer que o Senhor agiria novamente foi como um fermento a
espalhar-se por toda aquela massa humana, cegando-os quanto ao sucesso e a
conquista.
É tempo de crermos que aquele que prometeu é poderoso para realizar. De enxergarmos
como Josué e Calebe as possibilidades de Deus que nos encorajam e abre nossos
olhos para a realização.
domingo, 25 de outubro de 2015
O VERDADEIRO ARREPENDIMENTO
"Esconde o rosto dos meus pecados e apaga
todas as minhas iniquidades.
Cria em mim um coração puro, ó Deus, e renova dentro de mim um espírito
estável.
Não me expulses da tua presença, nem tires de mim o teu Santo Espírito.
Devolve-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito pronto a
obedecer." - Salmos
51:9-12 NVI
Uma das verdades incontestáveis presente na Bíblia é que o
salário do pecado é a morte. Todo o contexto espiritual nos revela que o homem
colhe o fruto de suas ações, e a consequência do pecado é o afastamento de Deus
e de Seu plano perfeito. É a lei da semeadura: o que o homem semear isso também
ceifará.
A vida de Davi foi marcada por essa verdade. Apesar de ser
reconhecido como o maior rei de Israel, sofreu graves consequências em sua vida
pessoal e familiar por causa do pecado. Assim como também a própria cidade de
Jerusalém, que pelos seus pecados sofreu com a destruição e a miséria.
Um dos fatos mais marcantes na vida de Davi é ele ter sido
chamado por Deus de homem segundo o Seu coração, apesar de todos os pecados que
cometeu. Analisando friamente, é incrível que um homem que cometeu um adultério
seguido de um assassinato premeditado possa ter tamanha intimidade e comunhão
com o Senhor, a ponto de ser reconhecido de maneira tão maravilhosa. Qual era o
segredo de Davi? Ele entendeu profundamente o que era arrepender-se e o que era
viver uma verdadeira conversão.
Arrependimento é o caminho de volta a vontade de Deus, é
especialmente humildade para reconhecer seu pecado e se reposicionar. É algo
que acontece não só em nível intelectual, mas profundamente no espírito. Já o
remorso é apenas o medo das consequências do pecado, é na verdade um sentimento
egoísta, porque está preocupado apenas consigo mesmo, e não com o Senhor.
O primeiro e decisivo passo para o arrependimento é
reconhecermos o nosso pecado. A palavra nos mostra que o Espírito Santo é quem
convence o homem, por isso quanto mais comunhão com Ele tivermos, mais fácil
será termos um verdadeiro arrependimento. O culto que o Senhor deseja de nós é
racional, onde temos consciência de quem é Deus e da necessidade que temos
dEle.
A religiosidade, como tentativa de aproximação de Deus
através de esforços humanos, ensinou as pessoas a associarem arrependimento com
punição ou penitência. Quando olhamos para a época medieval, por exemplo, vemos
a origem das indulgências e penitências, como açoites e automutilações.
Desse modo muitos deixam de viver um arrependimento
verdadeiro, pois pensam que os seus sacrifícios irão agradar ao Senhor. Mas o
que verdadeiramente agrada o coração de Deus é a mudança de atitude, a
conversão, enfim, fechar definitivamente qualquer caminho para o pecado, andando
em santidade.
domingo, 18 de outubro de 2015
LUTAS PARA VITÓRIA!
"Depois de tudo o que Ezequias fez com tanta
fidelidade, Senaqueribe, rei da Assíria, invadiu Judá. Ele sitiou as cidades
fortificadas para conquistá-las." - II Cr 32: 1 NVI
Quais foram as ações que mostraram a fidelidade do rei
Ezequias, rei de Judá, ao Senhor?
- Reformou espiritualmente toda a terra, após haver herdado
o reino de seu pai, completamente destruído por causa da idolatria e das falsas
alianças;
- Reabriu as portas do templo, voltou a oficiar o culto em
Jerusalém, deitou fora os ídolos, e tornou a trazer os objetos sagrados que seu
pai havia retirado do templo, e os colocou novamente no altar do Senhor.
Mesmo depois de todas essas boas ações, levantou-se contra
Ele, o pior inimigo da época: o sanguinário Senaqueribe, rei da Assíria.
Nossa cultura é baseada na meritocracia, por isso, sempre
que fazemos aquilo que é certo, ficamos, mesmo que inconscientemente, esperando
a recompensa, o reconhecimento e a honra da vitória.
Isso não é errado, porém muitos servos de Deus não conseguem
entender, e chegam mesmo a ficar entristecidos com Ele quando passam por lutas
após entregarem suas vidas e seus valores em Suas mãos. Muitos alegam: “antes
eu fazia tudo errado, e parece que não havia lutas; agora sou servo de Deus e
estou vivendo isso!”. Mas como compreender essas situações?
O objetivo
final de qualquer luta que passemos na presença do Senhor, é edificar a nossa
fé, e nos dar soberania sobre as situações que nos dominavam. O rei Ezequias,
que após ter feito a vontade de Deus estava com o inimigo às portas, deveria
aprender que a despeito do que ele pensasse
ou sentisse, do Senhor viria o livramento. Ele tem um caminho que nos levará à
vitória, e só há um meio de passar por ele – pela fé.
Ezequias não podia apoiar-se na própria justiça pelo que
praticara, mas Deus o estava ensinando à crer em Seu poder. O diabo quer que
confiemos em nossa própria justiça, pois quando essa falhar, ficaremos
descobertos e perderemos a confiança; porém Deus quer nos ensinar que Ele nos
livra – não porque sejamos bonzinhos ou perfeitos, mas porque temos uma aliança
com Ele. O nosso livramento está na graça do Senhor através de Jesus Cristo.
Senaqueribe declarou palavras racionais, verdadeiras e
convincentes:
"Eu sou o maior general da terra" - verdade;
"Nenhum reino resistiu ao meu poderio militar" -
verdade;
"Vocês, um dia confiaram no Egito, e hoje o Egito está
quebrado" - verdade;
"Judá será apenas mais uma conquista – mentira do
diabo! Judá era diferente. Nós somos diferentes, pois o Senhor é conosco!
Não podemos nos deixar dominar pela lógica humana, a qual nos
leva à destruição – o diabo tem apenas a palavra lógica, o nosso Deus tem a
Palavra de poder que derruba todo raciocínio contrário aos Seus filhos! É Ele quem
dá a última palavra em nossas vidas!
Não há absolutamente nada que passemos, estando na
vontade de Deus, que não faça parte de um propósito dEle para nos abençoar. Às
vezes somos peneirados, esmagados, lançados em covas de leões, postos em um
barco no meio da tempestade – tudo isso para entendermos que não há situações
em nossas vidas que possam fugir ao controle do nosso Deus! Aleluia!
domingo, 11 de outubro de 2015
SAINDO DO COMODISMO
"Então lhes declarei como a mão do meu Deus me
fora favorável, como também as palavras do rei, que ele me tinha dito; então
disseram: Levantemo-nos, e edifiquemos. E esforçaram as suas mãos para o
bem." - Neemias 2:18
Comodismo, segundo o dicionário, é a atitude de quem não
quer ser importunado, ou seja, é a atitude de quem não quer lutar, não quer
movimentar-se, não age proativamente, mas prefere continuar na condição em que
está, conformando-se com o status quo.
O texto de Gn 1:2 nos revela que o Espírito de Deus é
dinâmico, ou seja, está em constante movimento. O processo da criação mostra um
Deus que tanto traz a existência o que não existe, como transforma e aperfeiçoa
aquilo que já existe. Se somos criados a Sua imagem e semelhança, concluímos
que a acomodação é uma deformação de nosso caráter, que rouba nosso planos de
crescimento e avanço para o futuro. Todos os grandes homens de Deus viveram
conquistas e livramentos porque tiveram atitudes de fé, e não se conformaram
com as circunstâncias que os cercavam.
Um dos grandes prejuízos que o comodismo nos traz é a
esterilidade, pois somos roubados da nossa capacidade realizadora e já não
conseguimos sair à luta para viver as realizações que o Senhor tem para nós.
Além disso, muitas vezes ficamos numa condição de passividade, observando as
circunstâncias contrárias sem forças para reagir.
Quando nos deixamos envolver pelo comodismo, alguns sentimentos
e posicionamentos começam a se manifestar:
- Assumimos uma postura religiosa, jogando toda
responsabilidade para Deus, nos eximindo de ações efetivas;
- Criticamos a pró-atividade daqueles que se levantam para
agir;
- Passamos a ter uma visão distorcida, superestimando o
inimigo, e nos depreciando através da baixa-estima.
Um grande exemplo de perseverança e realização é a história
de Neemias e a reconstrução dos muros de Jerusalém. Ele tinha uma tarefa
grandiosa a realizar, recursos escassos, uma forte oposição, mas em 52 dias
terminou uma obra que permanece até hoje. Suas atitudes e posicionamentos são
um exemplo para que deixemos o comodismo, e nos levantemos para executar o que
o Senhor nos tem ordenado.
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