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domingo, 15 de fevereiro de 2015

AS ÁREAS DE TENTAÇÃO

I João 2:16 - “Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.”

O texto nos fala sobre três áreas de tentação que afetam o homem na sua constituição triuna: corpo, alma e espírito. Quando o mundo se mostra numa destas formas de tentação, a tendência é sermos automaticamente seduzidos por elas. Se não contrariarmos nosso coração, ele sempre tenderá a satisfazer esses desejos mundanos. Podemos definir concupiscência como os desejos de nossa carne ou nossa alma. Segundo o dicionário Michaelis: "Grande desejo de bens ou gozos materiais. Apetite sexual".

A concupiscência da carne engloba o imediatismo, a satisfação pessoal e momentânea. Toda e qualquer carnalidade, entre elas, o comer e o beber sem controle, e o sexo casual. Muitos abrem mão das promessas de Deus por prazeres momentâneos. Um grande exemplo desse tipo de mal encontramos na história de Esaú. Ele vendeu a primogenitura a seu irmão Jacó em troca de uma simples refeição. Ao fazer isso abriu mão de todos os direitos que teria como primogênito (Gênesis 25:30-34).

A Bíblia nos revela que posteriormente Esaú veio a se arrepender, mas já era tarde. Nossas decisões equivocadas, tomadas baseadas no impulso e no desejo da carne podem ser caminhos para os quais não há retorno (Hebreus 12:16-17). No caso de Esaú foi uma refeição, há outros fazendo o mesmo por sexo, drogas ou muito menos.

Jesus passou por esse tipo de tentação em Mateus 4:1-4. A tentação de transformar as pedras em pães colocaria mais ênfase na carne do que na submissão à Palavra, pois Cristo veio para fazer a vontade do Pai e não a do inimigo. Jesus manteve-se em obediência ao Pai e não cedeu a tentação de alimentar a carne. Para ter vitória ele recorreu à Palavra de Deus, assim como nós devemos recorrer.

Já a concupiscência dos olhos envolve a cobiça, as conquistas materiais, a ambição de ter. Por esse desejo muitos abandonam a Deus e seus caminhos para tornarem-se workaholics (viciados no trabalho), sem tempo para a família, para desfrutar o dom da vida e principalmente impedidos de dedicar tempo e disposição para o serviço cristão. Esse desejo procura as coisas do mundo mesmo sabendo que estas não têm como satisfazer o seu coração. Jesus também passou por esse tipo de tentação em Mateus 4:5-7. A tentação de atirar-se do pináculo do templo serviria apenas para um “show” que seria assistido pela multidão de adoradores no templo. O diabo tentou Jesus a usar as promessas de Deus para a Sua própria vantagem, ao contrário de viver pela fé, dando a glória ao Pai. A usar de maneira distorcida a Palavra, ou seja, viver para sua própria glória e depois esperar que Deus fosse obrigado a livrá-lo das consequências de sua desobediência. A vitória de Jesus a este tipo de tentação foi recorrer à Palavra de Deus novamente. Não podemos fazer melhor.

A soberba da vida abrange a ambição não do ter, mas do ser. É a busca pelo reconhecimento. Soberba, arrogância, prepotência, orgulho são alguns de seus frutos. Tem como características o desprezo aos outros, a insistência de prevalecer a própria vontade e a confiança excessiva nos seus próprios pensamentos. É o prazer de viver com ostentação de modo a ser bem visto pelos outros. A soberba confia nos bens do mundo como se estes bens pudessem dar prazer eternamente. Jesus passou por esse tipo de tentação em Mateus 4:8-11. Satanás ofereceu a Jesus uma maneira fácil de ter o domínio do mundo antes da hora prevista, ou seja, ter a glória antes da cruz. Esta tentação nos leva a sempre pensar que ela em si mesma pode fazer melhor do que a vontade de Deus. Jesus recorreu mais uma vez à Palavra citando o princípio eterno: a vontade de Deus, mesmo que traga consigo consequências que não desejamos, é o nosso primeiro e único objetivo.

Nenhuma destas tentações tem origem em Deus, mas no mundo, e se esperamos ter a vitória sobre a tentação, devemos guardar a Sua Palavra no coração para evitarmos o pecado (Sl. 119.11). Aquele que recorre a Deus pela Sua Palavra é santificado por ela e recebe a proteção daqueles que nEle confiam.


“Toda a Palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele.” - Pv 30:5

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